Ensaio da Ha Vo no Caos Extático

Espelhos multiplicam a loucura enquanto briga acende um ménage proibido

O

Os Sussurros de Rendição de Ha Vo na Seda

EPISÓDIO 4

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Eu tava de pé no grande salão de ensaio, o tipo de lugar onde ecos de passos e música fraca pairam como fantasmas. Espelhos imensos forravam todas as paredes, refletindo o piso de madeira polida e o teto alto abobadado com lustres de cristal que jogavam um brilho suave e dourado. O ar cheirava a breu e suor, o leve azedume do esforço de horas de prática de dança. Nossa trupe tava se preparando pra estreia, cada movimento preciso, cada passo um passo pra perfeição. Mas meus olhos tavam grudados na Ha Vo, a dançarina vietnamita de 23 anos cuja pose graciosa dominava o salão. Seu cabelo longo, liso e preto balançava como seda enquanto ela fazia uma pirueta perfeita, sua pele de porcelana brilhando sob as luzes, rosto oval concentrado com aqueles olhos castanhos escuros afiados e focados. Esbelta com 1,68m, seus peitos médios subiam e desciam com respirações controladas sob o collant preto justo que abraçava suas curvas atléticas. Ela era a estrela, mas hoje o tempo dela tava errado — só um pouquinho, o suficiente pra me irritar. Viktor Kane, coreógrafo e líder da trupe, sou eu, e eu não tolerava descuido antes do grande show. Os outros dançarinos saíram pra um intervalo, deixando o salão mais quieto, os espelhos agora multiplicando o vazio. Ha Vo demorou, ajustando a tornozeleira — uma delicada corrente de prata com um sininho minúsculo que tilintava suave com seus passos. Ela pegava a luz, chamando meu olhar pras pernas tonificadas dela. A tensão fervia; a gente já tinha brigado antes por causa das interpretações dela na rotina. Eu sentia crescendo, aquela atração elétrica por baixo da frustração. Ela se virou, me sentindo, a expressão uma mistura de desafio e algo mais suave, não dito. Os espelhos nos refletiam de todos os...

Ensaio da Ha Vo no Caos Extático
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Os Sussurros de Rendição de Ha Vo na Seda

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