Os Ecos Expostos de Fitri

No caos da multidão, nossos pulsos secretos ameaçam transbordar pra luz.

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Rubores de Fitri no Bazar: O Pulso Público Acelera

EPISÓDIO 5

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Os Ecos Expostos de Fitri
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O mercado de arte zumbia ao nosso redor como uma coisa viva, cores e vozes rodopiando no ar úmido da tarde. Fitri tava a uns estandes de distância, o cabelo longo castanho escuro dela pegando sol, liso com aquela risca no meio perfeita emoldurando o rosto. Ela olhou pra cá, os olhos castanhos escuros travando nos meus com uma faísca que acelerou meu pulso. Aquelas mensagens de antes — 'Lembra das prateleiras da biblioteca? Não paro de pensar nas tuas mãos' — pairavam entre a gente como fumaça. Ela mordeu o lábio, uma provocação sutil no meio da multidão, e eu sabia que a gente tava brincando com fogo. Um passo em falso, e tudo que a gente tinha escondido ia ecoar alto. Meu celular vibrou de novo enquanto eu me esgueirava pela multidão no mercado de arte, o ar grosso com cheiro de comida de rua e tinta fresca. A mensagem da Fitri acendeu a tela: 'Prateleira três, teus dedos traçando minha pele. Queria que a gente tivesse voltado lá.' Calor subiu por mim, memórias do nosso rolo na biblioteca inundando — o jeito que a respiração dela falhou quando eu puxei ela pra perto atrás daquelas pilhas empoeiradas, o corpo dela cedendo sob meu toque. Olhei pra cima, avistando ela num estande cheio de batiks coloridos, o corpo esguio encostado casualmente na mesa de madeira, batendo papo com o vendedor. Ela usava um vestidinho leve de sol que roçava a pele morena quentinha dela, o tecido mexendo com a brisa, dando uma pista das curvas por baixo sem entregar nada. Me aproximei, coração batendo um pouco mais forte que o normal. 'Dia bom pra arte,' eu disse, mantendo a voz firme, mas meus olhos me traíram, descendo pra linha do pescoço dela onde eu tinha pressionado os lábios...

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Rubores de Fitri no Bazar: O Pulso Público Acelera

Fitri Gunawan

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