O Amanhecer Autoral Egeu de Elif

Ondas de dor soterrada crestam em êxtase libertador nos penhascos de Alaçatı.

A

As Memórias Roubadas de Êxtase de Elif

EPISÓDIO 6

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O Amanhecer Autoral Egeu de Elif

O vento salgado chicoteava as ondas escuras do cabelo de Elif enquanto ela ficava na varanda da villa no topo do penhasco, os olhos verdes dela travando nos meus através do azul do Mar Egeu. Anos tinham passado desde aquela traição que a marcou, uma ferida que eu ajudei a causar na minha tolice de jovem mergulhador local. Agora, voltando pra Alaçatı, ela buscava um fechamento — não vingança, mas reconquista. O corpo esguio dela, enrolado num vestido de sol branco solto, tremia com um fogo não dito. Eu sentia também, aquela atração, antiga como o mar lá embaixo, prometendo nos afogar nas profundezas da paixão. O sol mergulhava baixo sobre o Egeu, pintando a villa no penhasco com tons de laranja queimado e índigo escuro. Eu mergulhava nessas águas a vida toda, caçando sombras nas profundezas, mas nada se comparava à tempestade se formando nos olhos de Elif quando ela passou pelas portas arqueadas da villa. Alaçatı mudara pouco — paredes caiadas agarradas aos penhascos, o barulho constante das ondas lá embaixo — mas ela sim. Aos vinte e dois, Elif Demir não era mais a garota que eu conhecia, aquela cuja confiança eu quebrei num torpor de juventude imprudente. Naquela época, como um mergulhador local metido, eu soltei os segredos dela pros ouvidos errados, uma traição nascida de ciúme e burrice alcoolizada. Ela fugiu, os sonhos de escritora dela quebrados como conchas de mar sob os pés. Agora, ela voltava, caderno na mão, elegante e inflexível, a pele oliva brilhando no crepúsculo. "Deniz", ela disse, a voz um fio de seda com aço, "a gente precisa conversar". Eu assenti, coração batendo como as ondas. A gente se sentou na varanda, o ar grosso de jasmim e sal. As ondas longas e soltas do cabelo dela emolduravam um rosto...

O Amanhecer Autoral Egeu de Elif
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As Memórias Roubadas de Êxtase de Elif

Elif Demir

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