Primeira Devoção de Dalia

No coração sombrio da tumba, ela se tornou meu vaso sagrado.

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Sombras Ungidas: O Ritual Só Dela

EPISÓDIO 3

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O ar na réplica da tumba estava pesado com o cheiro de mirra e cera de velas tremeluzentes, sombras dançando pelas paredes gravadas com hieróglifos como segredos sussurrando à vida, cada tremeluzir parecendo animar as figuras antigas entalhadas na pedra, seus olhos seguindo cada movimento nosso com julgamento silencioso. Dalia estava de pé na minha frente, sua pele oliva bronzeada brilhando na luz fraca, aquele cabelo cinza frio como cinza caindo num lob bagunçado com textura que emoldurava seus olhos âmbar castanhos, fios pegando a luz como fios de luar esquecido tecidos na noite. Ela segurava o pequeno frasco que eu tinha emprestado, seus dedos esguios tremendo o suficiente pra trair a atração entre nós, um tremor sutil que mandava um arrepio pelas minhas veias, me lembrando de quanto tempo eu guardava esse desejo sob camadas de restrição acadêmica. "Eu trouxe de volta, Dr. Khalil", ela disse, a voz um mel suave com algo mais fundo, mais urgente, as palavras vibrando no ar parado, carregando o tremor leve de expectativa que espelhava a batida no meu peito. Eu peguei dele, nossos dedos se roçando, e nesse toque, senti os ritos antigos que a gente vinha rondando ganharem vida, uma faísca que acendia memórias dos nossos debates madrugada adentro sobre textos, agora se transformando em algo visceral e inegável. Ela não era mais uma mera assistente; era o vaso, elegante e misterioso, sua presença quente enchendo a câmara com devoção não dita, seu cheiro — uma mistura sutil de jasmim e o musk terroso da tumba — me envolvendo como um abraço. Essa noite, sob os olhos atentos dos deuses pintados, eu ia ungir ela, elogiar ela, deixar o roleplay que a gente brincava se misturar com a realidade, minha mente correndo com visões da rendição dela, do jeito que o...

Primeira Devoção de Dalia
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Sombras Ungidas: O Ritual Só Dela

Dalia Mansour

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