O Primeiro Gosto de Vera pelo Ritmo Observado

No silêncio cheirando a argila, sua dança virou o cinzel mais fundo dele.

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Sombras Devotas de Vera na Dança Solitária

EPISÓDIO 3

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O Primeiro Gosto de Vera pelo Ritmo Observado
O Primeiro Gosto de Vera pelo Ritmo Observado

A tempestade tinha passado, deixando o ar grosso com o cheiro de terra molhada e possibilidade. A oficina ainda zumbia com o eco do trovão, as paredes de pedra úmidas e frias ao toque, cada respiração que eu dava pesada com petricor e o leve ozônio persistente que arrepiava minha pele. Eu estava na minha oficina, cinzel na mão, moldando argila que carregava a curva sutil do quadril de Vera, o arco do pé dela só de memória. Meus dedos, calejados por anos de entalhe, pressionavam na terra maleável, cada traço uma devaneio do corpo dela — aqueles membros esguios se contorcendo no kolo sob as luzes do festival, a risada dela se misturando ao lamento da sanfona. A argila estava fria e escorregadia nas minhas palmas, espelhando a memória suada da pele dela contra a minha, e eu me perdi nisso, coração batendo com a dor quieta de desejo não gasto. Aí a porta rangeu abrindo, e lá estava ela — Vera Popov, seu cabelo prateado pegando a luz fraca como luar num rio. As dobradiças gemeram baixinho, deixando entrar uma rajada de ar mais frio que carregava o cheiro dela na frente, jasmim misturado com terra beijada pela chuva, mexendo algo primal no meu peito. Ela encheu a porta como uma visão, sua presença expulsando a solidão que eu tinha enrolado em mim, sua silhueta gravada contra o crepúsculo lá fora. Ela sorriu aquele sorriso safado, o que me desmanchava toda vez. Ele curvava os lábios carnudos dela bem assim, olhos cor de avelã brilhando com segredos que a gente dividia, puxando as linhas da minha contenção até eu me sentir exposto, cru, como se ela já tivesse me despido com um olhar. "Nikola", ela disse baixinho, "eu sou sua musa agora?". A voz dela era um carinho,...

O Primeiro Gosto de Vera pelo Ritmo Observado
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Sombras Devotas de Vera na Dança Solitária

Vera Popov

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