O Inferno no Vestiário de Sophia

Suor e vitória acendem um fogo que nenhum dos dois consegue apagar

A

As Sombras Quentes de Sophia nos Campos Ensolarados

EPISÓDIO 1

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O rugido da torcida ainda ecoava nos meus ouvidos enquanto o vestiário esvaziava, deixando só eu e Sophia no meio do vapor e do suor. Seus olhos escuros encontraram os meus, aquele sorriso confiante me puxando como um ímã. Eu sabia que a vitória era gostosa, mas o que fervia entre a gente prometia algo bem mais viciante — uma chama secreta pronta pra nos consumir inteiros. O apito final tinha soado há vinte minutos, e nossa vitória na liga pairava no ar como o vapor dos chuveiros. Os companheiros batiam nas costas e gritavam triunfos enquanto saíam, mas Sophia demorou, toalha enrolada baixa nos quadris, a camisa de futebol colada no corpo magro pelo suor. Eu me peguei olhando, o jeito que o tecido úmido marcava cada curva dela, a pele oliva brilhando sob as luzes fluorescentes fortes. Ela era sempre a que tinha aquela risada quente, o empurrãozinho amigável nos treinos, mas naquela noite, depois da vitória, algo elétrico crepitava entre nós. Eu sequei o rosto com minha toalha, tentando bancar o descolado enquanto pegava minha garrafa d'água do banco. "Que jogo do caralho, Soph", eu disse, a voz mais rouca do que eu queria. Ela se virou, cabelo preto levemente ondulado e de comprimento médio, grudado no pescoço em mechas úmidas, aqueles olhos castanhos brilhando com malícia. "Não teria conseguido sem aquela assistência tua, Alex. Tu tava pegando fogo lá fora." As palavras dela tinham duplo sentido, o sorriso confiante acelerando meu pulso. O vestiário parecia menor agora, só nós dois no meio dos armários de metal e bolsas de equipamento espalhadas, o zumbido distante da arena sumindo. Ela se aproximou, amigável como sempre, mas o quadril dela roçou no meu enquanto pegava o xampu na prateleira. "O chuveiro tá me chamando. Vai junto ou o quê?"...

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As Sombras Quentes de Sophia nos Campos Ensolarados

Sophia Ramirez

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