O Despertar Garoado de Julia

Esboços enevoados se dissolvem em desejos garoados num abraço de café escondido

A

A Tinta Encantada de Júlia: Anseios Ocultos

EPISÓDIO 1

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A névoa grudava nas ruas do Mission District de San Francisco como o bafo de um amante, transformando a tarde num torpor de sonho. Eu empurrei a porta do café aconchegante na esquina, o sininho tilintando baixinho acima de mim, e sacudi a garoa do meu casaco escuro. O ar lá dentro tava grosso com o cheiro de espresso fresco e pastéis quentes, um refúgio contra o frio. Foi aí que eu vi ela—Julia Jansen, a artista holandesa que eu tinha ouvido falar em rodinhas de arte. Ela tava sentada numa mesa no canto, perto da janela embaçada pela névoa, o cabelo castanho claro, levemente ondulado e longo caindo sobre um ombro enquanto rabiscava furiosamente no caderno. Os olhos verdes dela piscaram pra cima rapidinho, pegando os meus com uma faísca caprichosa que acelerou meu pulso. Ela tinha 24 anos, magrinha e encantadora com 1,68m, a pele clara brilhando sob as luzes suaves do café, rosto oval emoldurado por aquela juba encantadora. Peitos médios pressionando sutilmente contra o suéter justo, cintura fina realçada por uma saia solta que sugeria pernas longas e tonificadas por baixo. Ela usava uma simples bata de artista por cima de tudo, manchada de tinta e boêmia, mas não tinha nada de simples no jeito que ela capturava o mundo—ou eu, pelo visto. O lápis dela dançava pela página, delineando meus traços sombrios enquanto eu ficava ali pingando na porta. Eu era Alex Thorne, fotógrafo conhecido pelos retratos stark e moody, mas no olhar dela, eu me sentia exposto, vivo. Eu me aproximei, atraído como mariposa pra chama dela. "Posso ver?", perguntei, voz baixa. Ela sorriu, aquela curva encantadora e brincalhona dos lábios, e inclinou o bloco de desenho. Era eu—olhos intensos, queixo barbado, o peso de histórias não ditas. "Você é perfeição sombria", ela disse...

O Despertar Garoado de Julia
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A Tinta Encantada de Júlia: Anseios Ocultos

Julia Jansen

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